| PARTICIPAÇÃO
DA SOCIEDADE Gestão dos Recursos Hídricos Comitê de Gestão da Bacia do Paranoá Gestão Ambiental Participativa Educação Ambiental Projeto Margem Centro de Informação Ambiental de Águas Emendadas e outros projetos governamentais Programa de Educação Ambiental e Ecologia Humana Educação ambiental e cidades sustentáveis
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EDUCAÇÃO AMBIENTALTexto resumido de documentos da SEMARH por Maria Inês Valduga, bióloga, especialista em Saúde Pública e Maria das Dores Oliveira, professora, licenciada em Letras. O mundo se tornou perigoso, porque o homem aprendeu a dominar a natureza antes de dominar a si mesmo.Shwltzer |
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A partir da revolução industrial, especialmente na segunda metade do século XX, o extraordinário auge do saber científico e de sua aplicação tecnológica aumentaram a influência do homem sobre o meio ambiente, acelerando as transformações. Com isso, diversos aspectos do meio natural e humano mudaram rapidamente, necessitando de crescentes inovações econômicas, socioculturais e educativas para evitar ou minimizar os conflitos ambientais e o caos planetário. Nessa perspectiva, a educação ambiental passou a preparar as pessoas para a vida, dentro desse modelo vigente, enquanto indivíduos, membros da biosfera. Hoje, a Educação Ambiental deve procurar estabelecer uma nova aliança entre a humanidade e a natureza, uma nova razão que não seja sinônimo de autodestruição e estimular a ética nas relações econômicas, políticas e sociais. Ela deve se basear no diálogo entre gerações e culturas em busca da tripla cidadania: local, continental e planetária. (Marcos Reigota. Meio Ambiente e Representação Social, 1994) Assim, o educador deve também estar capacitado para atuar como catalisador de processos educativos que respeitem a pluralidade e a diversidade sociocultural, que fortaleçam a ação coletiva. Nesse contexto, a educação ambiental deve ser permanente e eficaz em seu papel fundamental, na formação ética do indivíduo e na busca de soluções dos problemas ambientais, objetivando o desenvolvimento sustentável. HistóricoOs primeiros trabalhos de educação ambiental no Distrito Federal ocorreram no período de 1977-1981. A Fundação Educacional do Distrito Federal junto à Universidade de Brasília (UnB) e a Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA) elaboraram textos modulares abordando temas ecológicos, propondo metodologias de educação ambiental para as escolas. Mesmo que a estratégia tenha sido simples, uma vez que foi direcionada apenas ao ensino de Ciências de 1ª à 8ª séries do Ensino Fundamental, a iniciativa foi louvável e certamente pioneira no ensino público. Foram treinados cerca de quatro mil professores para trabalharem nas escolas a metodologia proposta. O trabalho desenvolvido pela FEDF teve apoio da SEMA/IPEA e foi inserido em um programa desenvolvido pela UNESCO/PNUD, implantando o Projeto de Educação Ambiental em Ceilândia, com a colaboração efetiva de diversas Secretarias do Distrito Federal. O projeto incluía as questões de extrema carência da Região Administrativa, apresentando propostas de como identificar, interpretar e transformar as condições ambientais e sociais da comunidade local que seriam desenvolvidas pelas escolas. Em 1975, a Universidade de Brasília (Departamento de Ecologia) produziu diversas teses no domínio das Ciências Ambientais e, na área da educação ambiental, foi elaborado o projeto O Homem e o Meio Ambiente, tendo como parceira a FEDF. Esse projeto objetivou a formação e a capacitação de professores que atuavam de 5ª à 8ª séries do Ensino Fundamental. O trabalho estava inserido no Projeto de Ensino à Distância denominado O Professor em Construção. Com o Decreto nº 8.861, de 28 de agosto de 1985, criou-se a Coordenação de Assuntos para o Meio Ambiente, COAMA, ligada ao Gabinete Civil do Governador. A educação ambiental iniciou seus trabalhos oficialmente dentro do GDF. Naquele período, foram implantadas as Comissões de Defesa do Meio Ambiente - COMDEMAS, do Guará e de Taguatinga. Em 23 de outubro de 1986, o Decreto nº 9.828, Institui o Programa Especial do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e define as atribuições do Secretário Extraordinário e dá outras providências. O primeiro convênio entre a Secretaria Extraordinária do Meio Ambiente diretamente ligada ao Gabinete Civil do GDF e a FEDF foi celebrado em 1988, com o objetivo de unir esforços para a elaboração e execução de programas e projetos de educação ambiental a serem desenvolvidos para atender as escolas e comunidades do Distrito Federal. Com a promulgação da Lei nº 40, foi criada a Secretaria do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia - SEMATEC, em 13 de setembro de 1989, fazendo parte de sua estrutura organizacional, a Gerência de Educação Ambiental. Dentre as funções da SEMATEC, destacam-se, formular, coordenar e executar a Política de Gestão Ambiental do DF. No mesmo dia foi sancionada a Lei de nº 41, que Dispõe sobre a Política Ambiental do Distrito Federal, e dá outras providências, regulamentada pelo Decreto nº 12.960, de 28 de dezembro de 1990. Em maio de 1991 foi implantado o Núcleo de Educação Ambiental no Parque Três Meninas, em Samambaia, com o objetivo de atender as escolas e comunidades locais, com a criação e implantação de várias oficinas de arte-educação e de alimentação alternativa. Naquele período também foi criado o Núcleo de Educação Ambiental do HJKO - Museu Vivo da Memória Candanga - no Núcleo Bandeirante, em convênio com o Departamento Histórico e Artístico da Secretaria da Cultura, Secretaria de Educação e SEMATEC, objetivando o treinamento e atualização de professores, alunos e membros da comunidade, por meio de várias oficinas pedagógicas. Entretanto, o marco mais importante no processo de implantação dos NEAs foi a criação do Núcleo de Educação Ambiental do Jaburu, que passou a ter existência institucional a partir de 2 de novembro de 1991, com a assinatura do convênio entre a Vice-Presidência da República e o GDF, tendo como executor a SEMATEC. NEA/JaburuO Núcleo de Educação Ambiental do Jaburu, localizado na área verde das dependências do Palácio Jaburu da Vice-Presidência da República, tem suas ações voltadas para a Microbacia do Paranoá. Inicialmente o NEA/Jaburu atendia alunos da 5ª série do Ensino Fundamental da Rede Pública e os seus respectivos professores, mas sua abrangência logo foi estendida. Alunos e professores desenvolviam atividades norteadoras sobre conceitos em educação ambiental, trabalhando a integração harmônica entre o mundo da cultura e da natureza, trazendo para o dia-a-dia a importância de ações preservacionistas, seu principal objetivo e os caminhos a serem trilhados pela sociedade. Os trabalhos desenvolvidos no Núcleo foram baseados em três princípios que podem ser expressos por proteger, economizar e reciclar. Em 1995 os trabalhos do Núcleo do Jaburu foram apresentados no I Congresso de Educação Ambiental do Cone Sul, II Congresso Brasileiro de Educação Ambiental, V Congresso Estadual de Educação Ecológica, de 11 a 13 de outubro de 1995, tendo como título Implantação e implementação de uma escola modelo de educação ambiental formal: Núcleo de Educação Ambiental do Jaburu. O trabalho foi considerado pela Comissão Julgadora do Congresso como um projeto modelo de Educação Ambiental no Brasil. Como resultado da permanente avaliação de suas ações para o eficaz alcance de seus objetivos, o NEA/JABURU redimensionou suas estratégias e reorganizou suas atividades. Adotou uma abordagem socioambiental e optou por atender a vários segmentos da comunidade escolar a fim de gerar diálogo e promover ações práticas para resolução dos problemas ambientais dessa comunidade. A experiência tornou-se norteadora na definição das linhas de ação do Núcleo. A capacitação de professores é, hoje, objeto central na busca da formação de multiplicadores, uma vez que os mesmos podem, por intermédio do contato direto com o aluno e da utilização de novas metodologias educacionais, levar a questão ambiental a um público indiscutivelmente maior, contribuindo, de maneira significativa, no processo de continuidade dos conteúdos tratados e geração de novas ações em educação ambiental. Assim, o projeto Jaburu aperfeiçoou e ampliou suas linhas de ação dando origem ao Programa Agenda Ambiental na Escola, inspirado nos princípios da Agenda 21, documento originado da Conferência das Nações Unidas, sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Rio 92. Esse projeto objetiva estimular a participação da comunidade escolar na elaboração de um plano de ação com enfoque orientado para o conhecimento e busca de soluções dos problemas socioambientais inerentes àquela comunidade escolar. Ação Cerradim e seus amigosUm ano antes da Rio-92, os ambientalistas do DF já haviam escolhido como ação prioritária, o resgate do Bioma Cerrado dentro do contexto ambiental brasileiro. Para tanto, foi criada a campanha Cerrado Sempre Vivo, veiculada em mídia gráfica e eletrônica, tendo um grande alcance junto à população. Ainda naquele ano, a SEMATEC criou e implantou o projeto Ação Cerradim e seus Amigos, envolvendo diretores das escolas da FEDF, professores, dinamizadores e alunos da pré-escola à 4º série do Ensino Fundamental. Foram tratados temas sobre a biodiversidade do Cerrado e os problemas ambientais específicos de cada região do DF, utilizando multimeios (revistas infantis, camisetas, teatro de bonecos e show musical, e elaboração e distribuição de cartilhas educativas). Também foi, lançado oficialmente o personagem infantil Cerradim, criado para sensibilizar as crianças e os jovens quanto às questões ambientais locais. Foram atendidas 210.000 crianças da rede pública de ensino e 40.000 de escolas particulares e entidades comunitárias. Além do trabalho educacional voltado para a Lagoa do Jaburu e das ações previstas no Cerradim, outras duas experiências bem sucedidas em educação ambiental e que merecem destaque são o Projeto Margem, do Centro Educacional Setor Leste, e o da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que criou um Centro de Educação Ambiental. |
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Secretaria
de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - SEMARH
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