PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE

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Comitê de Gestão da Bacia do Paranoá

Gestão Ambiental Participativa

Educação Ambiental

Projeto Margem

Centro de Informação Ambiental de Águas Emendadas e outros projetos governamentais

Programa de Educação Ambiental e Ecologia Humana

Educação ambiental e cidades sustentáveis

Centro de Informação Ambiental de Águas Emendadas
e Outros projetos governamentais


Muna Ahmad e Izabel Magalhães
Professoras e Educadoras Ambientais da Sec. Educação e SEMARH

Centro de Informação Ambiental de Águas Emendadas

A primeira referência histórica à Águas Emendadas é de 1857. O geógrafo Visconde de Porto Seguro, em seu Memorial Orgânico, menciona um triângulo formado pelas lagoas Formosa, Feia e Mestre D’Armas. Quando a República ensaiava os primeiros atos, em 1892 a Missão Cruls, Comissão Exploradora do Planalto Central, em memorável estudo, sinalizou a importância dos recursos hídricos da região.

Em 1968, já sob o signo de Brasília, foi criada a Reserva Biológica de Águas Emendadas, que passou a ser Estação Ecológica de Uso Indireto em 1988, por meio do Decreto nº 11.137.

A Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESEC-AE) possui, aproximadamente, dez mil e quinhentos hectares e está localizada na Região Administrativa VI - Planaltina, no Nordeste do Distrito Federal. Destaca-se no contexto internacional em função do fenômeno geográfico que nomeia a Estação, Águas Emendadas - singular nascente que, de um mesmo ponto, verte águas em direções opostas formando tributários de duas bacias hidrográficas nacionais, do Tocantins e Paraná, esta última alimentada pelas águas da Bacia do Lago Paranoá.

      

Destaca-se também por ser um relevante centro de pesquisa sobre a dinâmica dos cerrados e das influências da ação humana sobre este bioma, além disso, apresenta um belo cenário natural, e está inserida no Programa Reservas da Biosfera, da UNESCO.

Em função da forte pressão antrópica exercida pela região do entorno e Planaltina, em 03 de julho de 1996 foi inaugurado o Centro de Informação Ambiental de Águas Emendadas, com o objetivo de tornar-se referência em formação e informação acerca das questões ambientais.

Considerando as peculiaridades de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral e o fato de ser uma ilha ladeada por rodovias, fortemente pressionada por expansão urbana e suas demandas sociais, a educação ambiental na ESEC-AE está diretamente ligada à preservação e à gestão comunitária e institucional de problemas ambientais.

Considerada uma experiência de referência no Distrito Federal, o Centro de Educação Ambiental desenvolve as seguintes atividades.

Agendamento - Ação direta e desburocratizada, condicionada à disponibilidade de transporte e agenda, oficializada no ato da visita. Os alunos das escolas públicas da RA VI são transportados em ônibus da ESEC-AE. Os alunos da rede privada e demais integrantes da rede pública, em outras RAs, ficam responsáveis pelo transporte. No ato do agendamento, são passadas as primeiras instruções, como o número de participantes nas atividades e o vestuário adequado para realização de trilhas, parte do programa. Ainda no ônibus, são dadas as boas vindas e transmitidos procedimentos para as primeiras dinâmicas do programa.

Automassagem - Prática de medicina oriental de autoconhecimento e estima que consiste em uma seqüência curta de automassagem. Inicia-se pela massagem de pontos e meridianos energéticos localizados na cabeça, descendo pelo pescoço, tórax membros superiores, abdômen, região lombar e membros inferiores, até atingir os pés. Tem duração aproximada de quarenta minutos, sendo executada em pé e ao ar livre.

Apresentação da Carta Geográfica - Após a prática de automassagem, ainda no pátio do Centro de Informação, é feito o trabalho de orientação pelo Sol e observação dos elementos constitutivos do espaço geográfico local. Na sala da videoteca, aprende-se a observar com um olhar crítico, sob o ponto de vista preservacionista e das interações ecológicas, os mesmos elementos da paisagem, agora representados em uma carta SICAD, 1:25.000; momento no qual apresenta-se o roteiro da trilha a ser feita pelo grupo. Por último, expõe-se sobre a importância estratégica da Estação, como articulador ambiental para um novo paradigma do gerenciamento do território do DF.

Trilha - A trilha tem um percurso que varia de um quilômetro e meio a três quilômetros. Percorre um trecho da margem direita da Lagoa Bonita, ou Mestre D’Armas, ao longo de três formações fitofisionômicas: mata ciliar, Cerrado Stricto Sensu e Campo Sujo. O total máximo de participantes é de 25 pessoas, divididas em dois grupos acompanhados de professores ou monitores. Utilizamos um quite de primeiros socorros e um rádio transmissor. Na trilha, em contato com o bioma Cerrado, observa-se a interação entre os seres vivos e seu habitat. Introduzem-se noções de ecologia e educação ambiental, utilizando-se um vocabulário científico adaptado para o grupo.

Cursos - Voltados para a atualização de professores da rede pública local, com objetivo de formar Agentes Reeditores que possam desenvolver e implementar uma proposta de educação ambiental em forma de projetos, nas unidades de ensino de origem. Entre os cursos também há aqueles que oferecem alternativas para o uso do ‘’lixo’’ e, conseqüentemente, sua redução como fator de degradação ambiental.

Educação das comunidades - Trabalhos de educação e manejo ecológico da planta amesca, Protiun sp., desenvolvido com a Associação dos Coletores da Amesca do Vale do Amanhecer, e formação dos funcionários da Estação para que tenham ações orientadas segundo parâmetros ambientais. Para isso, são realizados ciclos de palestras, encontros e cursos de educação ambiental.

Parcerias - As atividades do Centro de Educação Ambiental vêm contando com o apoio do Departamento de Educação da UnB, do Programa de Educação Ambiental e Ecologia Humana, da Escola de Aperfeiçoamento de Professores, EAP, do Departamento de Turismo - UPIS e do Departamento de Engenharia Florestal - UnB.

Desde a sua inauguração, o Centro de Informação atendeu a, aproximadamente, 5.000 pessoas, entre alunos, professores, grupos organizados e pesquisadores. Ao avaliar o quantitativo de visitantes, é importante considerar que se trata de uma Unidade de Conservação de Uso Indireto.

Outros projetos governamentais

Adote um Jardineiro - Jardim Botânico de Brasília (JBB). Caracterizou-se pela importância da profissionalização dos jovens carentes, capacitando-os para o mercado de trabalho.

Encontro dos Seres do Cerrado - JBB. Reuniu vários representantes de nações indígenas, médicos alopatas e homeopatas, raizeiros, pajés, caboclos e bruxos. No encontro foi discutida a medicina tradicional e alternativa do Cerrado.

Regata Ecológica - SEMATEC/IEMA. Mobilizou estudantes e comunidades, sensibilizando-os para o exercício da cidadania na proteção e preservação do Lago Paranoá, dando ênfase à importância da Bacia Hidrográfica do Lago por apresentar um ecossistema peculiar que abriga representantes da flora e fauna aquáticas.

Coleta Seletiva do Lixo na cidade de Brazlândia - SEMATEC/IEMA/SLU. O objetivo da educação ambiental neste projeto foi o de sensibilizar a comunidade e os estudantes locais para a instalação da unidade experimental de Compostagem e Reciclagem de Resíduos Sólidos naquela cidade.

Faça seu Papel - SEMATEC/IEMA/ICT/SLU, com apoio da empresa Novo Rio Papéis. Seu objetivo foi implantar a coleta seletiva em alguns órgãos do GDF (Secretarias instaladas no Palácio do Buriti) e na SEMATEC/IEMA/ICT. O papel coletado pelos funcionários dos respectivos órgãos e recolhidos pela Novo Rio Papéis era reciclado e transformado em cadernos escolares, que foram doados aos alunos carentes da FEDF. Este projeto foi o marco inicial da coleta seletiva dos resíduos no Plano Piloto.

Cursos de Formação e Capacitação em Educação Ambiental para Professores da Rede Pública de Ensino (FEDF) - SEMATEC/IEMA. Destinaram-se a professores, dinamizadores e técnicos da FEDF, para atuarem como multiplicadores em suas escolas de origem como estabelece o convênio vigente.

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